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Até o sol raiá
Novembro 1, 2007, 10:04 pm
Arquivado em: Arte, Ilustração, Poesia, Vídeos, YouTube | Tags: , , , , , ,

Leandro Amorim e Fernando Jorge são o responsável pela premiada animação “Até o sol raiá “é um conto de fantasia e de celebração ao imaginário nordestino.

Personagens criados por um artesão em barro ganham vida própria e agitam uma pacata vila sertaneja numa noite de festa. Animado em 3D, o curta-metragem funde a tradição do artesanato em barro com o cangaço, numa referência a dois ícones da cultura do Nordeste.

Vale apena conferir esse trailer.



O ‘minimalista-barroco’ Pedro Xisto
Maio 31, 2007, 3:08 pm
Arquivado em: Poesia

Em 1956, quando Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos lançaram as bases da poesia concreta e arriscaram os primeiros poemas-experimentos, raríssimos escritores das gerações precedentes viram o recém-surgido movimento com interesse. O “modernista histórico” Cassiano Ricardo, autor do “Martim Cererê”, porém, foi um dos primeiros a se aproximar do grupo, seguido pelos (então pouco conhecidos) poetas Edgard Braga e Pedro Xisto (1901-1987). Em 1957, Xisto publicaria uma série de artigos intitulados “Poesia em situação”, na “Folha da Manhã”, de São Paulo, celebrando a novíssima poesia.

Em 1961, por iniciativa dos concretistas, “O Correio Paulistano” publicou a página dominical “Invenção”. Compunham sua equipe os irmãos Campos, Pignatari, Braga, Xisto, Mario Chamie e José Lino Grünewald, mesmo grupo que em 1962 fundou a “Invenção, Revista de Arte de Vanguarda” e convidou Cassiano, Mario da Silva Brito e Ronaldo Azeredo para unir-se ao “núcleo duro” da publicação, que perduraria até 1967.

Foi em “Invenção” que Xisto ficou conhecido como poeta experimental, estampando seus “logogramas”, como “Yarn”, “Epithalamium II” e “ZEN”, em jornais e revistas de literatura, locais e internacionais. Também nela Xisto publica seus haicais, gênero que praticava desde os anos 1940. Seus primeiros poemetos no gênero, “já experimentais”, foram divulgados, em 1949, pelo “Diário Nippak”, jornal nipo-brasileiro de São Paulo, e depois reunidos em seu primeiro livro, “Haikais & Concretos” (1960).

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