Arquivado em: Arte, Design, Exposições | Tags: designers italianos, Itália, Murano, Museu da Casa Brasileira

No século X, quando a Itália se tornou um importante centro comercial do Mar Mediterrâneo, fenícios, egípcios e persas se encantaram com a beleza dos vidros feitos em Murano. Na época, os produtores ficavam confinados na ilha para que a técnica não fosse divulgada a outros países. Hoje, não é mais segredo: os vidreiros de lá transformam a sílica, matéria-prima do vidro tirada da areia, em uma massa líquida. Para isso, usam o calor vindo de lamparinas típicas da região. O trabalho pode durar dias e exige concentração e muito cuidado – nada que lembre a produção de vidro em série à base de maçarico. O preço: uma peça de tamanho médio pode custar até 10 000 dólares.
Durante algum tempo, no entanto, a vidraria de Murano saiu de moda. É que no século XVIII, os vidros da Europa Central começaram a ser vendidos por preços muito mais acessíveis que os feitos na ilha – eram, por isso, mais populares. O mundo voltou a valorizar a qualidade dos produtos de Murano no século XX, quando grandes nomes do design italiano passaram a incluir peças do gênero em suas coleções.
Alguns desses artigos contemporâneos podem ser vistos na mostra Mar de vidros – Murano 1915/2000, no Museu da Casa Brasileira. A exposição começou no dia 21 de outubro e em pouco mais de dez dias reuniu um público de três mil pessoas. Prevista para sair de cartaz no dia 18, a mostra foi prorrogada. Termina no dia 3 de dezembro.
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